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terça-feira, 20 de abril de 2010

Dúvida esclarecida...

Pois é... o resultado do exame foi NEGATIVO! Posso dizer que segundo a análise que fiz sou oficialmente uma "Mulher não grávida".

Estou até um pouco admirada comigo mesma. Eu adorava que o resultado tivesse sido outro, mas parece que bem lá no fundo eu sabia que não seria desta. Fiquei triste, mas nem por isso me sinto desiludida. Só espero que a D. Menstruação dê o ar da sua graça o mais rapidamente possível, caso contrário vou ter que ver o que se passa e não me apetecia nada ter que ir outra vez ao médico.

Bem, agora que já sei que sou uma "não grávida" posso relaxar e esperar que as coisas voltem ao normal para poder treinar muuuito.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E a incerteza continua...

Já passaram mais 4 dias e até agora nada... nem sinal da D. Menstruação... apenas um misto de sentimentos. Medo, preocupação, nervosismo, ansiedade...

Mas amanhã já tiro as dúvidas. Só de pensar já sinto um friozinho na barriga.

Só espero que não seja cedo demais.

sábado, 17 de abril de 2010

Que cruel incerteza...

Acabei de estar com uma amiga minha (amiga esta que vejo todos os Sábados no trabalho)... uma linda grávida de 4 meses... já se nota a barriguinha a crescer. Estás linda amiga.

E eu aqui nesta dúvida e incerteza cruel! Por muito que eu não queira... dói.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cheia de coragem

Hoje à tarde, com o coração a 1000 à hora, enchi-me de coragem e lá fui eu à Farmácia comprar um teste.

Estou aqui em pulgas (ainda mais porque é segredo e ninguém sabe :D). Na Farmácia disseram-me que não precisava de esperar para o fazer de manhã, que o podia fazer na hora se quisesse, mas se aguentei até agora acho que o faço mesmo amanhã de manhã. Será medo?

O maridão está ali a jogar Play Station e nem imagina o que se passa na minha cabeça :D

Desejem-me sorte.

terça-feira, 13 de abril de 2010

De volta à leitura...

Agora que já voltámos oficialmente aos treinos e que vivo aqui numa incerteza danada de há uns dias para cá (ai se a ansiedade matasse!) já fui outra vez buscar os meus livrinhos...


Comprado por mim em Agosto 2009

Emprestado pela minha cunhada


Imagens retiradas da Internet


Na verdade eu queria comprar mais uns quantos... vi uns tão giros que relatam o que acontece em cada semana de gravidez. Se eu pudesse comprava-os todos, mas por enquanto vou ter que me contentar com estes.

domingo, 11 de abril de 2010

Que raio de incompreensão!

Às vezes penso que os homens vivem mesmo num mundo à parte, onde só a razão funciona...

Será assim tão difícil compreender os medos e anseios de uma mulher?

Em vez disso só ouço que tenho a mania das doenças e que quando não existe nada eu tenho que inventar... só porque me comecei a cuidar outra vez para uma possível gravidez... se posso evitar certas coisas, porque não o hei-de fazer? Estarei assim tão errada?

Começo a pensar que é melhor não partilhar os meus pensamentos...

Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Luz verde...

Depois de 3 meses à espera foi-nos dada Luz Verde hoje...

Fui de manhã ao Centro de Saúde mostrar as análises e exames que a Drª me pediu no mês passado para repetir (para ver se já estou totalmente recuperada depois do aborto) e ela disse-me que está tudo perfeito comigo.

Estou pronta para uma nova tentativa. Só espero sinceramente que desta vez corra tudo bem, pois já me chegou o que aconteceu e nem sei se realmente conseguiria passar por tudo outra vez...


Estou muuuito feliz (se bem que eu já desconfiava que ela me ia dizer que estava tudo bem pois já tinha dado uma espreitadela aos exames e análises, mas nunca se sabe não é... ainda mais sendo eu uma leiga no campo da medicina...). No entanto, assim que saí do Centro de Saúde fui invadida por uma sensação estranha, inexplicável. Parece quase impossível que o pior já tenha passado e que podemos tentar tudo de novo, quase como se nada de mais tivesse acontecido, como se tudo tivesse sido apenas um pesadelo, do qual acordámos agora, e o qual queremos apenas esquecer... Será isso normal?

Uma tentativa falhada...

Finalmente criei coragem para expor aquilo que me tem vindo a atormentar há uns meses... a tentativa falhada de uma gravidez...

Já há algum tempo que eu andava a pensar em ter filhos, na altura ideal (se bem que sou apologista de que não existe altura ideal para isso) e tudo o que envolve a gravidez. No entanto, como queríamos ter uma condição melhor decidimos primeiro dedicar-nos à construção da nossa casa, o que conseguimos terminar no final do ano passado (fizemos a mudança uns dias antes do Natal).

Em Junho/09 quando fui a uma consulta de Planeamento decidi pedir já todos os exames necessário para ver se estava tudo bem comigo ou se haveria algum problema em engravidar. A médica mandou-me fazer um batalhão de exames e análises e constatou que estava tudo bem. Só teria que deixar de tomar a pílula e aguardar uns 2 ou 3 meses para começar então a tentar.

E assim foi. A partir de meados de Setembro lá estávamos nós a treinar, ainda cheios de dúvidas e incertezas. E foi no dia 17 de Dezembro (com um atraso de mais de 10 dias - como sou muito irregular decidi esperar esse tempo todo) que andei loucamente de um lado para o outro para conseguir fazer um teste de gravidez no laboratório de análises. E ao início da tarde lá estava eu com a confirmação da gravidez na mão... Uma vez que eu só iria voltar para casa à noite, depois do trabalho, dei a boa nova ao meu marido por telefone, o qual ficou literalmente sem palavras.

Inicialmente tínhamos decidido dar a notícia aos nossos pais durante o jantar de Natal, que seria cá em casa. No entanto, não coubemos em nós de tanta felicidade e em poucos dias já tínhamos contado às pessoas mais próximas que eu estava grávida.

Ainda hoje acho tudo muito estranho. É difícil conseguir explicar, mas parece que tudo não passou de um sonho... talvez pelo facto de tudo ter acabado tão depressa, o que nem nos deu hipótese sequer de nos habituarmos à ideia de que realmente íamos ser "papas".

Infelizmente, no espaço de uma semana, toda essa nossa alegria acabou de um momento para o outro. Mal nos habituámos à ideia... e já no dia 23 (dia do meu aniversário) a meio da limpeza da casa (eu andava a limpar tudo para receber as visitas no dia a seguir) comecei a ter um corrimento um pouco cor-de-rosa. Na altura com o susto deitei-me e fiquei assim bem quietinha, à espera que passasse. Inicialmente até que melhorou e eu estava mesmo confiante que não era nada (já tinha lido tantos casos em que isso acontecia para depois verem que afinal estava tudo bem) mas à noite, durante o jantar com os meus pais e uns amigos nossos senti um corrimento maior. Fui logo à casa de banho e nem queria acreditar quando vi sangue vivo.

Fomos "a correr" para o hospital e lá nem estive muito tempo à espera para ser atendida, mas infelizmente o médico não era dos melhores, pelo menos no que diz respeito a simpatia e sensibilidade para com os pacientes...depois de me fazer uma ecografia (na qual eu consegui ver um saquinho minúsculo) e de me dizer umas parvoíces (que eu até prefiro esquecer) lá me disse todo arrogante que eu estava com uma ameaça de aborto e que devia repousar e voltar lá passado uma semana, ou antes caso a hemorragia piorasse. Por incrível que pareça, eu saí de lá bem mais tranquila e confiante de que tudo não passaria de um susto e talvez um aviso para eu acalmar um pouco e "correr" menos... mas infelizmente não ficámos por aqui.

Durante a noite acordei muitas vezes devido a dores fortes e de cada vez que eu ia à casa de banho voltava para a cama a chorar por ver que a hemorragia não tinha acalmado, mas sim piorado bastante. De manhã, bem cedinho decidimos ir de novo à urgência. Antes de sairmos, quando estava na casa de banho o inevitável aconteceu. Ali mesmo o meu corpo expulsou aquela coisinha que um dia viria a ser o nosso bebe (nem gosto de recordar a imagem, a qual infelizmente teima em não sair da minha cabeça).

Mesmo sabendo que já não havia nada a fazer, fui ao hospital para ser examinada (cheia de medo de lá estar o mesmo médico). Felizmente era outra médica que lá estava, a qual confirmou que eu tinha sofrido um aborto espontâneo - até esta altura eu estava bastante calma, mas quando ela me disse isso durante a ecografia, as lágrimas começaram-me a escorrer pela cara abaixo e eu ali sem saber o que pensar da vida. Depois de me voltar a vestir a Drª teve uma conversa comigo (o que me acalmou bastante) e até hoje recordo várias coisas que ela me disse, incluíndo uma comparação bem diferente que ela fez (disse que nós somos como as galinhas - elas nem sempre conseguem chocar os ovos todos, porque alguns não são viáveis e o mesmo acontece connosco, mas nós temos a infelicidade de só pode"chocar" um de cada vez e por vezes calha de ser o "ovo" menos bom). A conversa com ela animou-me bastante e mesmo havendo uma ferida aberta na minha alma, tentei passar os dias festivos da melhor forma possível, não transparecendo para fora aquilo que realmente se estava a passar dentro de mim.

Até hoje não sei se fiz bem ou se fiz mal, se devia ter chorado mais ou se me devia ter isolado e encarando isto tudo de forma diferente. Só sei que esta foi a forma que consegui arranjar para seguir em frente, sem me deixar abalar de mais e sem esquecer tudo o que está à minha volta. Talvez este comportamento possa ter parecido insensível da minha parte, mas foi a maneira que arranjei de fazer tudo parecer menos triste e de seguir com a minha vida em frente, pelo menos no que diz respeito à dor física, pois a psicológica é bem mais difícil de ultrapassar e não sei até que ponto já estará curada.

De qualquer forma, mesmo não tendo esquecido o que aconteceu (e nem penso que algum dia consiga esquecer), não quero fazer disto o centro da minha vida. Quero seguir em frente, e continuar a lutar pelo nosso sonho, na esperança de não voltar a viver um Natal como o que passou e que daqui para a frente este sonho seja cada vez mais querido por nós dois.

Desejo muita força e esperança a todas as pessoas que já passaram pelo mesmo e só espero que não desistam nunca, pois se os obstáculos são postos no nosso caminho, é para serem ultrapassados.

PS: desculpem o tamanho do texto, mas mesmo assim parece que ficou tanta coisa por dizer... quem sabe eu não vá completando estas minha ideias mais para a frente...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Soube a pouco...

E as férias estão-se quase a acabar.

Até hoje estou para saber porque é que o tempo corre tanto nas alturas que menos queremos que isso aconteça.

Amanhã já voltamos para casa... mas ainda bem que só volto a trabalhar na 2ª. Ainda vou poder fazer qualquer coisinha por casa mesmo (se bem que vontade não tenho muita).

E 5ª vou à médica... vamos lá ver se ela nos dá luz verde para voltarmos a tentar aquilo que tanto queremos...será?