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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

De volta à estaca zero!

Na passada 6ª-feira começou tudo do início. Mais uma vez.

Já fiquei triste, desesperei, chorei, tentei entender e não consegui...

E agora, mais calma, penso que talvez ainda não tenha chegado a nossa vez e aqui está mais uma oportunidade para tentarmos conseguir o que tanto desejamos (mas já aqui tenho uns macaquinhos a chatear!).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Afinal...

Deu negativo outra vez! E isto aos 38 dias e logo de manhã (porque diga-se de passagem que acordei umas quantas vezes durante a noite cheia de vontade de ir à casa de banho e não fui para não interferir, mas parece que mesmo assim não valeu de nada ter dormido tão mal!)!

E o pior é que continua tudo igual... alguns sintomas (que a esta altura já nem sei se serão mesmo sintomas) e nem sinal de menstruação.

Só posso concluir que:

- não estou mesmo grávida e minha menstruação está mais atrasada que o habitual

ou

- o teste deu um falso negativo por ainda estar muito no início da gravidez (prefiro achar que seja esta a opção mais acertada)

Resta-me esperar mais uns quantos dias para ver o que acontece... vamos lá agoniar só mais um pouquinho!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

É frustrante...

...chegar das férias e constatar que engordei quase 2 quilos durante as férias!

E logo eu que já queria emagrecer uns 4 quilos, agora ainda é pior!

Ai a minha vida!

Preciso mesmo de voltar a fazer exercício...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dúvida esclarecida...

Pois é... o resultado do exame foi NEGATIVO! Posso dizer que segundo a análise que fiz sou oficialmente uma "Mulher não grávida".

Estou até um pouco admirada comigo mesma. Eu adorava que o resultado tivesse sido outro, mas parece que bem lá no fundo eu sabia que não seria desta. Fiquei triste, mas nem por isso me sinto desiludida. Só espero que a D. Menstruação dê o ar da sua graça o mais rapidamente possível, caso contrário vou ter que ver o que se passa e não me apetecia nada ter que ir outra vez ao médico.

Bem, agora que já sei que sou uma "não grávida" posso relaxar e esperar que as coisas voltem ao normal para poder treinar muuuito.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Parece que não foi desta...

Mesmo sabendo que as hipóteses de estar realmente grávida eram mínimas este mês (uma vez que reiniciámos os treinos a sério há pouco mais de uma semana) eu estava mesmo com esperança...

Até que consegui dormir bem a última noite (para minha surpresa, pois da última vez que fiz um teste destes em casa não dormi nada a noite toda) e às 7h da manhã quando acordei lá fui eu para a casa de banho. Mas a risquinha teimou em não aparecer... até agora a risca de controle continua lá sozinha e solitária...

Só espero que a D. Menstruação não tarde a aparecer, pois este ciclo já está a ser grande de mais para o meu gosto (faz hoje 42 dias!). Será que este atraso se deve à minha imaginação fértil?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma tentativa falhada...

Finalmente criei coragem para expor aquilo que me tem vindo a atormentar há uns meses... a tentativa falhada de uma gravidez...

Já há algum tempo que eu andava a pensar em ter filhos, na altura ideal (se bem que sou apologista de que não existe altura ideal para isso) e tudo o que envolve a gravidez. No entanto, como queríamos ter uma condição melhor decidimos primeiro dedicar-nos à construção da nossa casa, o que conseguimos terminar no final do ano passado (fizemos a mudança uns dias antes do Natal).

Em Junho/09 quando fui a uma consulta de Planeamento decidi pedir já todos os exames necessário para ver se estava tudo bem comigo ou se haveria algum problema em engravidar. A médica mandou-me fazer um batalhão de exames e análises e constatou que estava tudo bem. Só teria que deixar de tomar a pílula e aguardar uns 2 ou 3 meses para começar então a tentar.

E assim foi. A partir de meados de Setembro lá estávamos nós a treinar, ainda cheios de dúvidas e incertezas. E foi no dia 17 de Dezembro (com um atraso de mais de 10 dias - como sou muito irregular decidi esperar esse tempo todo) que andei loucamente de um lado para o outro para conseguir fazer um teste de gravidez no laboratório de análises. E ao início da tarde lá estava eu com a confirmação da gravidez na mão... Uma vez que eu só iria voltar para casa à noite, depois do trabalho, dei a boa nova ao meu marido por telefone, o qual ficou literalmente sem palavras.

Inicialmente tínhamos decidido dar a notícia aos nossos pais durante o jantar de Natal, que seria cá em casa. No entanto, não coubemos em nós de tanta felicidade e em poucos dias já tínhamos contado às pessoas mais próximas que eu estava grávida.

Ainda hoje acho tudo muito estranho. É difícil conseguir explicar, mas parece que tudo não passou de um sonho... talvez pelo facto de tudo ter acabado tão depressa, o que nem nos deu hipótese sequer de nos habituarmos à ideia de que realmente íamos ser "papas".

Infelizmente, no espaço de uma semana, toda essa nossa alegria acabou de um momento para o outro. Mal nos habituámos à ideia... e já no dia 23 (dia do meu aniversário) a meio da limpeza da casa (eu andava a limpar tudo para receber as visitas no dia a seguir) comecei a ter um corrimento um pouco cor-de-rosa. Na altura com o susto deitei-me e fiquei assim bem quietinha, à espera que passasse. Inicialmente até que melhorou e eu estava mesmo confiante que não era nada (já tinha lido tantos casos em que isso acontecia para depois verem que afinal estava tudo bem) mas à noite, durante o jantar com os meus pais e uns amigos nossos senti um corrimento maior. Fui logo à casa de banho e nem queria acreditar quando vi sangue vivo.

Fomos "a correr" para o hospital e lá nem estive muito tempo à espera para ser atendida, mas infelizmente o médico não era dos melhores, pelo menos no que diz respeito a simpatia e sensibilidade para com os pacientes...depois de me fazer uma ecografia (na qual eu consegui ver um saquinho minúsculo) e de me dizer umas parvoíces (que eu até prefiro esquecer) lá me disse todo arrogante que eu estava com uma ameaça de aborto e que devia repousar e voltar lá passado uma semana, ou antes caso a hemorragia piorasse. Por incrível que pareça, eu saí de lá bem mais tranquila e confiante de que tudo não passaria de um susto e talvez um aviso para eu acalmar um pouco e "correr" menos... mas infelizmente não ficámos por aqui.

Durante a noite acordei muitas vezes devido a dores fortes e de cada vez que eu ia à casa de banho voltava para a cama a chorar por ver que a hemorragia não tinha acalmado, mas sim piorado bastante. De manhã, bem cedinho decidimos ir de novo à urgência. Antes de sairmos, quando estava na casa de banho o inevitável aconteceu. Ali mesmo o meu corpo expulsou aquela coisinha que um dia viria a ser o nosso bebe (nem gosto de recordar a imagem, a qual infelizmente teima em não sair da minha cabeça).

Mesmo sabendo que já não havia nada a fazer, fui ao hospital para ser examinada (cheia de medo de lá estar o mesmo médico). Felizmente era outra médica que lá estava, a qual confirmou que eu tinha sofrido um aborto espontâneo - até esta altura eu estava bastante calma, mas quando ela me disse isso durante a ecografia, as lágrimas começaram-me a escorrer pela cara abaixo e eu ali sem saber o que pensar da vida. Depois de me voltar a vestir a Drª teve uma conversa comigo (o que me acalmou bastante) e até hoje recordo várias coisas que ela me disse, incluíndo uma comparação bem diferente que ela fez (disse que nós somos como as galinhas - elas nem sempre conseguem chocar os ovos todos, porque alguns não são viáveis e o mesmo acontece connosco, mas nós temos a infelicidade de só pode"chocar" um de cada vez e por vezes calha de ser o "ovo" menos bom). A conversa com ela animou-me bastante e mesmo havendo uma ferida aberta na minha alma, tentei passar os dias festivos da melhor forma possível, não transparecendo para fora aquilo que realmente se estava a passar dentro de mim.

Até hoje não sei se fiz bem ou se fiz mal, se devia ter chorado mais ou se me devia ter isolado e encarando isto tudo de forma diferente. Só sei que esta foi a forma que consegui arranjar para seguir em frente, sem me deixar abalar de mais e sem esquecer tudo o que está à minha volta. Talvez este comportamento possa ter parecido insensível da minha parte, mas foi a maneira que arranjei de fazer tudo parecer menos triste e de seguir com a minha vida em frente, pelo menos no que diz respeito à dor física, pois a psicológica é bem mais difícil de ultrapassar e não sei até que ponto já estará curada.

De qualquer forma, mesmo não tendo esquecido o que aconteceu (e nem penso que algum dia consiga esquecer), não quero fazer disto o centro da minha vida. Quero seguir em frente, e continuar a lutar pelo nosso sonho, na esperança de não voltar a viver um Natal como o que passou e que daqui para a frente este sonho seja cada vez mais querido por nós dois.

Desejo muita força e esperança a todas as pessoas que já passaram pelo mesmo e só espero que não desistam nunca, pois se os obstáculos são postos no nosso caminho, é para serem ultrapassados.

PS: desculpem o tamanho do texto, mas mesmo assim parece que ficou tanta coisa por dizer... quem sabe eu não vá completando estas minha ideias mais para a frente...